Sunday, November 20, 2011

Faz muito tempo que não te escrevo.
Quero que saibas que não me esqueci de ti, só há dias que correm depressa demais para ter tempo para pegar na caneta. E quando esses dias se tornam semanas, e as semanas se fazem meses, aqui ficas tu, desamparado, em segundo, terceiro e quarto plano. E o meu plano de tomar contar de ti esvai-se sem que eu dê por nada.
Quero que saibas que te quero, como no primeiro dia. Que tenho tanto para te contar acerca do mundo que tenho visto que, nem sei, ao certo, por onde começar. Uma coisa é certa, companheiro, ao fim de 26 anos de vida, descobri que me irritam pessoas que dizem "treuze" e "quaise". Irritam-me tanto como as pessoas que começam as frases por "não", como as que se dizem independentes e autónomas e pedem boleia para todo o lado, como gente que se diz intelectual e o faz a metro, à soma das exposições e dos filmes que viu.
Acho que o mundo se me tem revelado misterioso, meu querido. Parece-me que há mundo que acha que se faz ao quilómetro e não tem noção da dimensão da nulidade de muita alma.
Mas isso ficará para todo um novo capítulo, onde virei ter contigo e dar-te-ei notícias frescas do mundo que vi, assim o relógio me faça parar o tempo para conseguir pegar na caneta.

Monday, November 07, 2011

Nosso Estranho Amor



Teu corpo combina com meu jeito
Nós dois fomos feitos muito pra nós dois.

Sunday, September 25, 2011

Ode ao vídeo na ficção de um Domingo

Naquele Domingo, tocaste-me com a ponta do dedo do pé. Sempre que me tocas - na inocência adolescente do teu chegar - é com a ponta do dedo do pé. É nisso que te gosto mais que qualquer um dos outros. Tocas-me com o dedo do pé e dizes que o meu cabelo cheira a alfazemas.

Thursday, September 22, 2011

Do que (me) faz gostar das pessoas

"Não conheço mais nenhuma pessoa em que até os óculos riem, não conheço ninguém com tanta esperança, tanta curiosidade infantil, tanta fé de olhos abertos, tanta tolerância. Raios o partam"

Obrigada, António Lobo Antunes