
O piano-bar do Clube Literário do Porto é, por si, um espaço encantador: os livros na margem do Douro, a cauda do piano a desenhar o fim das janelas altas, o conforto da música e o calor do papel. É sempre assim. Mas, quando a literatura vira encenada ao ritmo das emoções que a poesia inventou, vão por mim, o Clube Literário do Porto é ainda mais bonito. Depois, se a poesia vier das mãos da amizade, for encenada pela amizade e interpretada pela amizade, o Clube Literário do Porto consegue ser muito mais que bonito. As palavras são de Marta Leal, o livro pertence-lhe, a música (Pedro Mujo) e a voz (Ana Guínea), que a acompanham, fazem parte do que arranjou para se fazer comunicar ao mundo.
Sem se assumir como nada, este espectáculo (despretensioso como os que começam) não é poesia encenada, não é só música, nem é só teatro... é tudo.
Sem se assumir como nada, este espectáculo (despretensioso como os que começam) não é poesia encenada, não é só música, nem é só teatro... é tudo.
"Vai estar um bom dia para morrer", um orgulho a ver.
0 comments:
Post a Comment