Thursday, May 21, 2009

Manifesto Anti-Óbvio

Eis que aqui me levanto e grito (como no topo de um púlpito!) o fim da marcação, do horário, da regra, do imposto, do previsível e do óbvio. E não ergo a minha voz ao trabalho, nem às tarefas (qual mundo utópico e anárquico seria!). Devia ser abolido, tudo isto, sim, na cabeça e nas emoções dos seres humanos, porque o mundo devia ter rasgos de criatividade dia sim, dia sim.

E todos os fins-de-semana deviam ser uma pocket party.

Pim!

POCKET PARTY #03 _ PATRICK WATSON from vincent moon / temporary areas on Vimeo.

2 comments:

Insano said...

O teu seria, provavelmente, um mundo mais bonito. Espontâneo, genuíno, imprevisível. Mas asseguro-te que ao fim do primeiro mês, eu daria em doido. Gosto da regra e do horário. Gosto de definir e programar coisas. Gosto da expectativa de algo que está para acontecer. Aliás, do pouco que vivi, guardo a expectativa e ansiedade como das melhores sensações experienciadas.
Pensar no que "vai ser" faz parte do sonho, da alma humana que constrói imagens, sons, cheiros e situações. E gosto de fazer com que as coisas correspondam às minhas expectativas.
Não me entendas mal. Também gosto da imprevisibilidade. Adoro quando coisas óptimas surgem sem as programar. Quando passo dias excelentes, totalmente por acaso. É maravilhoso ser-se surpreendido (em bom). Mas para existir a surpresa, tem de existir a regra, o previsível.
Caso contrário, a vida desregrada torna-se banal e - ironia das ironias - rotineira ou monótona.
*

Rui Coelho said...

Quando o patrick canta dararatarara lararatararara, com a alma a desfigurar-lhe o rosto e a revirar-lhe os olhos, canta que nem uma lareira satisfeita pelo conforto que dá a quem a procura.