Monday, May 11, 2009

Antes que se faça noite

Saiba pois, caro leitor que me corre as linhas, que na noite em a felicidade saltou das letras miudinhas de um rótulo de Vidigueira, o Gervásio procurava incessantemente a sua Joana. Fazia-o, à velocidade dos bens pouco materiais, na cidade imaginária composta de livrarias do filme You've Got a Message (que bem podia ser antes um mail). Eis senão quando, o Frederico (das flores), o arquitecto, pediu calma aos saltos desenfreados da visita e a visita, qual donzela, respondeu com pés de vassoura.

Desenganem-se, neste segundo, os que pensam que as paredes não têm ouvidos porque, diz-se - e confere - que em Campolide as paredes dançam Kings of Convenience, como que encontrando ritmo no calmo.

E por aqui me fico, porque linhas não as tenho sempre. Vou-me, antes que o meu carro morra, porque a vida do volante que desenho depende da fotossíntese. Imponha-se que fuja, pois, antes que se faça noite.

2 comments:

joana trigueiros reis said...

Chapéu de palha, o vinho da felicidade na mão, uma vassoura verde de microfone, o vizinho de baixo a testar também uma vassoura no seu tecto (meu chão), riot on an empty street, tears for affairs. Não são os rótulos. Não é a vassoura. Não é sequer a música. É o que fizemos delas.

Insano said...

Devaneios de uma noite... diferente. Há frases memoráveis que, a bem da privacidade de quem as proferiu, vou guardar. Ainda assim, memoráveis!
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