Adriano Correia de Oliveira - e a música que dele esquecemos, ou não queremos lembrar - é a perda que me consome. Esta é, aliás, a música que esgota o que de mais dele há em mim para ser consumido.
Mas deixemo-nos de saudosismos, país do fado e da palavra mística que não tem igual noutras línguas. Deixemo-nos, pois. Centremo-nos no presente, o que será que o passado diz de nós para lá de tudo? Nada, realmente. Venha Uxía, do alto do seu galego, fazer jus ao que, por cá, um dia se escreveu e compôs. Venha o vídeo, do igualmente galego Mario Iglesias, que é na realidade, profundamente português. Vídeo que de saudade tem pouco mas que transborda vincos do passado que nos desenham hoje e que cheira a mofo quando deve cheirar.
"Morte que mataste lira" não nos condenes a nós. "A morte a mim não me mata Firme e constante sou eu". Ou deveriamos ser.
1 comments:
É sempre um refresco para a alma pousar os olhos aqui*
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